domingo, 16 de outubro de 2011

Continuo tentando

Às vezes me pego pensando como posso gostar de um filho da puta preconceituoso como você. É tanta demagogia que me dá nojo. Fico me perguntando se eu te amo mesmo ou é só coisa da minha cabeça. Só de pensar que te amo, já é amor. Porque amor tem dessas coisas de aceitação, respeito pelo que o outro é e pensa. É aquilo de querer o bem e que seja feliz. Sabe aquela sensação de felicidade, de sorrir à toa pelas ruas, o dia todo? Não quero mais sentir isso. Um dia acaba. Já me ocorreu.. É lindo, mas não quero.. Eu te amo por que quando estou com você tenho meia hora de prazer e depois quero sair correndo, mas fico. As vezes é um saco quando ele vem com suas análises sobre a vida e as como as pessoas são, mas até que gosto, ele tem razão as vezes, eu mesmo, já fiz uso de uma ou outra coisa que ele disse. O problema é achar que sempre tem razão, coisa de gente orgulhosa e arrogante, mas vi que isso é uma maneira de se defender, autoafirmação. Abestado. Lembrei de quando ficamos pela primeira vez, foi péssimo, prometi que não ia mais ficar com ele, falei na maior cara de pau 'não fico', sou nem égua.. Disse umas dezenas vezes, só da boca pra fora. Já ia esquecendo.. Da primeira vez que ficamos eu péssima, uma amiga liga ai eu disse: mulher, esse cara é uma Joyce homem, todo bruto, adoro. Continuo com a mesma opinião, mas completo dizendo que é uma Joyce homem, muito parecido comigo, mas é bem sucedido e ainda não sou e tem uns agravantes que não tenho. Mas é uma boa pessoa, perdido, mas é gente boníssima. Tem meu respeito e admiração. Me sinto idiota as vezes e sei da mais pura verdade sobre tudo isso, mas quero escrever, quero exorcizar ele daqui de dentro e que se torne mais um alguém que tenho apreço sem sentir essas frescuras, não tenho medo de senti-las, mas é um saco ficar levando adiante um sentimento que só eu quero. O problema das pessoas é que elas só querem aquilo que não podem ter. Já ouvi muito Joyce tu és diferente, tu és linda, tu és intelectual, é gostosa.. Porra nenhuma. Duvido que ensaiem alguma loucura do verbo tentar comigo. Quiser que chamem isso de afetação, mas cansei dessa demagogia, dessa hipocrisia do verbo quero amar. Tem muita covardia nisso. Ou não sabem o que querem. Ou não querem. Ah, não estou procurando O AMOR, só estou escrevendo a situação que me encontro. Por mim dava como assunto encerrado, mas falta alguma coisa que não sei explicar. Poder ser coisa da minha cabeça. Mas sei lá, meu sexto sentido diz outra. Tanta coisa que tenho de ler, ouvir, sentir. Um muito obrigado era bem vindo, sinal de sensibilidade. Sou dona das minhas escolhas. Mas sei lá, um dia passa..