Eu (agregada) e a equipe da TV Assembleia saímos de Teresina por volta das 16h de quinta-feira rumo ao 1º Festival Gastronômico de Campo Maior – O Sabor Maior, que aconteceu entre os dias 30 de abril a 03 de maio. A mudança a respeito da equipe de reportagem foi decidida, ou melhor, trocada, no dia da viagem. Eram apenas três pessoas (motorista, cinegrafista e repórter), mas pedi uma carona, como freelancer e claro fazer companhia a minha amiga de trabalho. Não tive tempo de tomar banho. Apenas arrumei as bagagens, almocei nas carreiras e cai estrada.
Chegamos a Campo Maior só para despachar as bagagens e corremos direto para o hotel Pousada do Lago bem na hora do concurso gastronômico. Agora você pode imaginar o tamanho da fome que me deu na hora que os jurados estavam degustando? Pense num desaforo para quem estava faminta. A cada prato que vinha eu desfalecia por dentro. Na foto nossa amiga jornalista Vanessa Mendonça (Jornal O Dia) mandando ver..rs*.. Nem os deputados resistiram, a massa afirmou “Estamos em fase de crescimento”, morro de rir. Outro detalhe da noite era o piqueiro de ‘jornalista’ do ‘portal’ 180graus com seu slogan ‘ O maior do Piauí’ Aposto que era uma competição quem melhor escreveria a matéria e mesmo assim não sairia uma que prestasse. Adorooo!

Personagem (1)

Depois de todas as eventualidades era hora de matar a fome e claro comer uma boa carne de sol com picanha e eis que nos surgi uma figura gente boa, chamado Jair Fran, o ‘Faz Tudo’ do prefeito Joãozinho Félix. A figuraça é radialista há 15 anos. Esse homem tem tanta estória pra contar da cidade, que dava até um livro. Tão extraordinária que sumiu por um dia.. kkkkkk.. Num guento. E a festa ainda estava só começando.
Mesmo morrendo de sono, com os olhos pregando ainda tinha o showzaço do Geraldo Azevedo e quando esse homem começou a cantar pronto, é hora do momento fossa.. Foi melhor ir dormir pra ver se passava. Não passou óbvio!
01 de maio (Dia Dio trabalhador)
Deitei, mas não consegui dormir direito. Ainda mais com um troglodita do cinegrafista batendo na porta do nosso quarto às 6h30 da matina.. haha.. Parecia um louco. Caímos da cama e fomos para ‘todo dia ela faz tudo sempre igual’. Esperamos nosso também guia Jair Fran que nunca apareceu (encheu a cara de cachaça) o jeito foi seguir em frente para mais uma aventura. E essa foi das boas. No percurso muita paisagem bonita, nós estávamos em companhia da galera que participa de rally. Nossa primeira parada foi na Fazenda Jatobazal que tem 230 anos. O casarão continua preservado pelos descendentes. Mas a frente à Fazenda Trabalhado com mais de 300 anos, lembra os tempos do Brasil colônia. Conta à lenda que com ciúmes do marido por descobrir a paixão da escrava pelo senhor, a esposa mata a criada com um espeto da fazenda debaixo de uma pedra e a enterra na parede do quarto. A dona da fazenda diz que é improvável isso ter acontecido, mas fica o registro.
Personagem (2)
Seu Edvaldo. Nosso piloto. A cada curva e desvio os passageiros gritavam no nome do Edvaldo. “Vai Edvaldo, quero ver o carro melado”.. kkkk.. Morro de rir. Depois das emoções do passeio é hora de almoçar. E tinha muita comida gostosa. Depois hotel, praça, internet e hotel. Ninguém tinha mais pique para fazer social.
02 de maio (Minha despedida de Campo Maior)

No meu último dia em Campo Maior fui conhecer um dos maiores museus particulares do mundo. A fundação Cardoso Neto, Zé Didor. Tudo começou em 1993 com um bar. Seu Zé Didor escolheu um chocalho como primeiro adereço para sua coleção e desde então tem em seu museu 60 mil peças de todo tipo que se posso imaginar. Ele recebe muitas doações para que seu arcevo aumente. Veja as fotos.


Apesar do clima de festa Campo Maior também vem enfrentando as chuvas fortes e a situação da população se agravando por conta das alagações.

Meu outro registro..

Catedral de Santo Antônio. Famosa por obrar milagres casamenteiros no período dos festejos. Literalmente as mulheres pegam no pau em busca de casamento. Como diz nosso guia Jair Fran (que resolveu aparecer) as mais encalhadas escrevem seu nome no mastro. Eu acho demais isso, vou encarar essa aventura, para ver se arrumo um ‘bom partido’... kkkkk
Também como não poderia deixar de faltar um bar super tendência, brincadeira. Conhecemos o bar Santo Antônio, fundado em 1938 o novo dono preserva o local. Por lá acontecem saraus literários, clube do disco e por ai vai.. Detalhe: tem um confessionário por lá. Imagine o que os boêmios não devem falar.
Minha última parada foi para almoçar (eita mais eu comi). Nosso guia conseguiu um notebook com internet, Uff, eu já tava em crise. Fiz o que tinha de fazer e passei para minha companheira de quarto. Não consegui ficar mais pela cidade, por uma questão pessoal e produtiva, mas Campo Maior tem muitas histórias e estórias para nos contar.