Sempre admirei o Salão de Humor. Mas tinha uma antipatia inicial pelo Albert Piauí. Digamos que ele foi meio pretensioso e arrogante quando certa vez fui entrevistá-lo. Águas passadas. Este ano fui convidada para prestar uma assistência na assessoria de imprensa durante a semana do salão e assim pude mudar meu conceito sobre o Albert. Hoje passei a gostar desse cara. Sem ele não existiria arte na rua para todos. Não vou ficar aqui falando de como está sendo bom para mim profissionalmente, mas de fatos que se passam nos bastidores. Muita correria, muito trabalho, discussões internas, falhas e acertos. O resultado é gratificante. Ter contato com artistas a nível nacional.. Conhecer não apenas seus trabalhos e ‘além cartunista’.
No palco Arnaldo Albuquerque tivemos várias apresentações. E para quem não sabe Arnaldo Albuquerque é o gênio da câmera Super8 da década de 70, publicou pela Editora Corisco, apadrinhado por Cinéas Santos, a primeira revista de quadrinhos do Piauí. Chamava-se "Humor Sangrento" e corria o ano de 1977. Após 30 anos ela foi republicada, agora revista com desenhos e quadrinhos publicados na Revista Presença e Cadernos de Teresina. Fonte: Edmar Oliveira (http://piauinauta.blogspot.com/2008/03/arnaldo-albuquerque.html)
Equipe
Claro que toda equipe tem ‘aquela’ pessoa que se destaca além de seu trabalho produtivo. Primeiro nosso amigo Leandro Milú com seu bordão “meu bem cadê seu crachá?”. Mas não foram apenas esses bordões que Leandro proferia, ele ‘mexeu’ com todo mundo da equipe, sempre com suas piadas sarcásticas. Mas de leve viu meu bem!
Outra revelação do Salão de Humor foi o produtor babado Rayldo Pereira novo no meio cultural, mas que conseguiu administrar muitas urgências. E não por menos recebeu o crachá de produtor babado no Teresina Rock em nosso ‘hot space’
Cartunistas
Ademir Paixão – Calado. Voz grave e introspectiva, mas super acessível. Concedeu muitas entrevistas e ainda fez muitos retratos. Além Paixão.. Com uma risada e um copo de cerveja para acompanhar sua arte. Infelizmente não consegui que ele fizesse meu retrato.
Luiz Solda – Sempre acompanhado de Dona Vera. Sua mostra intitulada “Ostras Parábolas” foi umas das exposições retiradas da Avenida Frei Serafim às 4h30 da manhã de quinta-feira 02/julho pela prefeitura de Teresina, que alegou falta de documentação para autorização do espaço citado. Até o final do salão os banners não tinham sido recuperados. A organização do evento foi pega de surpresa. O que óbvio chateou todos nós pela falta de escrúpulos da SDU Centro/ Norte e da forma como as obras foram retiradas e depositadas. Mas esperar o que mesmo? Que esse povo tenha um mínino de amor à arte? Ou algo cultural na mente?
A prefeitura alegou que o espaço saia da área permitida. Ok. Mas era a forma mais adequada de retirar as obras daquela maneira? Na calada da noite sem ao menos comunicar a coordenação do Salão? E o que se passa na cabeça do prefeito? Ele é dono da cidade? Ou apenas tem o compromisso de nos resguardar?
O que temos que pensar desde já não é o limite de espaço. Não é autorização de A ou B. Pensar que arte não tem limite. Que arte na rua é cultura. É conhecimento desse povo tão carente. Tão alienado. É assim mesmo. Quem manda votar nesse palerma. “Eita Sílvio trabalhador”.
Saindo dessa parte obscura do Salão posso dizer que ele elogiou minhas fotos... Haha... Quando ele foi embora ganhei uma camisa. E fotos publicadas no seu blog (http://www.cartunistasolda.blogspot.com). Quanto prestígio!
Ricardo Soares – A exposição Jazzenhos que o cartunista fez especialmente para o 26º Salão Internacional de Humor do PI também foi mais um trabalho retirado pela prefeitura. Os desenhos foram recuperados e transferidos para a Praça Pedro II e ficaram em frente ao Theatro 4 de Setembro. Esse cara é irreverente. Engraçado, caras e bocas, mas se acha. Kkkkkk.. Brincadeira gente. Ele é uma figura. E lindo. Ganhei uma caricatura.
Edson Meireles do Nascimento, escultor natural de Teresina usa a natureza como inspiração. Não por menos, foi convidado para exposição individual no 26º Salão Internacional de Humor do Piauí motivo ainda mais pelo tema Meio Ambiente.
Meireles usa madeira de plantas e árvores mortas, especialmente raízes, para criar suas peças. “Com a necessidade de criar, pesquisei raízes mortas e a partir daí elas foram se mostrando com diversas formas, como animais por exemplo. Depois disso, passo a um trabalho que não tem maquinário, apenas ferramentas brutas”, explica o artista que tem a própria natureza como indicadora e inspiradora do tema da peça a ser trabalhada. Trabalhando em conjunto com a natureza, cada obra de Meireles é única. Trata-se de um trabalho de garimpagem de natureza morta a ser lapidada. Fonte: Assessoria do evento
Outro artista genuinamente piauiense é José Rodrigues. Sua arte é através de esculturas em ferro. Ele se utiliza de sucata de ferro para fazer suas peças. E o resultado é maravilhoso. Peças super originais.
Como os cartunistas citados acima, nossos artistas também tiveram suas obras retiradas da Avenida Frei Serafim. O que é pior; As peças de Meirelles como as do Rodrigues eram originais e foram danificadas ao serem retiradas da avenida.
O site do salão deixou a desejar, eu sei. Fiz o que pude durante a semana, mas tenho consciência de que tenho que melhorar. Ainda estou amadurecendo. Próximo ano se for convocada por Albert será bem diferente. Mas este espaço é para agradecer toda cobertura durante o 26º Salão Internacional de Humor do PI. O salão merece.
Teresina Rock


Foram diversas atrações por um preçinho bem camarada. Muito rock ‘n’ roll, brincadeiras e beijo na boca. Nós tínhamos nosso hot space. Como dizia Leandro: “Meu bem você pegou seu crachá Vip?” Eu não precisava né? haha... Deixou saudade! Bem melhor que Piauí Pop.
Outro espaço bacana era o Clube do Choro. Ali no coreto da Praça Pedro II. Além da apresentação do Trombone & Cia, tivemos dois dias de caricaturas ao vivo feitas por Paixão e Ricardo Soares. Gente.. Vou encerrar meu post por aqui. Se eu for ficar escrevendo cada espaço, cada momento, não vai ter sobrar nenhum espaço aqui... hahaha... Posso afirmar que foram dias maravilhosos, apesar de cansativos.. Já estou é com saudade.



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Ngm comenta??
Pois eu comento.. oras!
Tá massa.. Foi lindo!
kkkkkkkkkk
eu comento e amei os cartunstas, principalmente o meu desenho! kkkkkkkkkkk
bjs
Olá Joyce, prazer!
Sou João de Deus Netto, designer gráfico, caricaturista e pretendo estabelecer uma espécie de concorrência com o Assis Chateaubriand, os Marinhos, Record.. Esse papo todo é pra te convidar pra dar uma "espiada" no meu PICINEZ. É só datilografar no Google e tudo ficará claro.
Ah (espia), ia esquecendo!: sou piauiense de Campo Maior e moro em Curitiba. No Piauí meu "endereço" era na Oficina da Palavra do meu amigo Cineas.
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